Olá pessoal.
Estou aqui pensando no que escrever sobre a minha vivência no SAMU , são praticamente 15 anos nesta jornada de lutar contra a morte( nem sempre conseguimos) , mas vou tentar relatar alguns fatos que já tive a oportunidade de vivenciar .
Acredito que foi em janeiro do ano de 2004 ( na época trabalhava na base Restinga extremo Sul ) era por volta das 15 hs ,um domingo tipico de verão , o chamado via rádio deixou bem claro , várias vitimas em acidente de carro x carro estrada do varejão (bairro Lami ) ,cinemática grave UTI e bombeiros deslocando ou seja a minha equipe seria a primeira a chegar .
O deslocamento foi rápido em torno de 15 minutos estávamos na cena e realmente era grave, sete vitimas , dois óbitos ( fora do veículo foram projetados ) três presas nas ferragens ,uma com amputação de perna e outra com com fratura exposta em tíbia ou seja o caos estava formado.Iniciei com os primeiros suporte de vida e aguardando o apoio .
Foram momentos de muita adrenalina , mas mantendo o controle emocional , os bombeiros chegaram e desencarcerador não funcionou ou seja três vitimas nas ferragens e não tinha o "alicate" hidráulico para cortar a lataria. Apos algum tempo chega outra equipe de bombeiro com o desencarcerador , assim liberando as vitimas.
Neste atendimento tivemos dois óbitos na cena , dois pacientes entubados na cena , uma amputação traumática de membro inferior ,mais dois pacientes com múltiplas fraturas ou seja foi preciso para este atendimento cinco viaturas do SAMU .
O que me deixou marcado nesta ocorrência foram as vitimas , em um dos carros um casal marido e mulher que estavam se deslocando para um aniversário nas proximidades , ela entrou em óbito na cena ele teve a perna amputada.No outro veículo cinco rapazes todos menos que trinta anos e que segundo relato estariam fazendo um ''pega'' com outro veiculo , um foi projetado fora do veiculo entrando em óbito na cena os outros três presos na ferragem , um sentado atordoado sem acreditar no ocorrido .
Hoje as leis estão um pouco mais rigorosas no trânsito , mas me pergunto e a incapacidade funcional deste homem que alem de viúvo ficou sem a perna e os familiares deste jovem que morreu e os outros quatros que levaram meses ate se recuperar quem sabe até com sequelas ficaram.
É claro que isto interessa a todos nos como cidadão é mais ainda como futuros sanitaristas. Quais serão as politicas que iremos implementar ou criar , visando a segurança no trânsito ou reabilitação ou quem sabe, mais primário ainda, qual será o nosso plano de catástrofe? quantos respiradores , quais os hospitais de urgência, quantas equipes disponíveis, articulação com serviço de trânsito e de segurança.
Trouxe este pequeno relato só para pensarmos um pouco da nossa realidade em serviço de Urgência , uma portaria cria o serviço mas quem gerencia somos nos futuros gestores.
Um forte abraço.
domingo, 31 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
Ministério da Saúde recruta jovens para fiscalizar ações de controle do HIV
26 de fevereiro de 2015 | postado por Cinthya Leite

Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil
Da Agência Brasil
O Ministério da Saúde seleciona 50 jovens de 18 a 26 anos para acompanhar e fiscalizar as políticas públicas de saúde voltadas para o combate ao HIV e à aids. De acordo com a pasta, terão preferência na seleção jovens de populações consideradas chave, como pessoas que vivem com HIV, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas.
A ideia é formar uma turma para participar do Curso de Formação de Novas Lideranças das Populações-Chave Visando ao Controle Social do Sistema Único de Saúde no âmbito do HIV/aids, que será realizado em Brasília, de 7 a 11 de maio deste ano. As informações completas podem ser acessadas no edital publicado pelo ministério.
Pessoas interessadas em participar da iniciativa podem fazer a inscrição no curso através de formulário eletrônico até o dia 8 de março. O curso terá carga horária de 36 horas e será realizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
“A razão para a escolha das populações-chave para a capacitação deve-se ao fato de que esses segmentos da população erem comportamentos específicos que os colocam em maior risco de infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis”, detalhou o ministério.
Dados divulgados pela pasta indicam que, desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no Brasil. O governo considera a epidemia estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos para cada 100 mil habitantes. O número representa cerca de 39 mil novos casos de aids por ano. A faixa etária em que a epidemia mais cresceu nos últimos 10 anos abrangeu jovens de 15 a 24 anos de idade.
Tags:
aids, HIV, jovens, Ministério da Saúde, políticas públicas, recrutamento, seleçãoquarta-feira, 13 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
COISAS ABSURDAS QUE OUVIMOS POR AI
O que você acha de ficar ouvindo alguém do seu lado dizendo, que a grande culpada pela inserção dos jovens no mundo das drogas é a falta de estrutura familiar e que esta desestruturação só aconteceu, quando as mulheres foram aceitas no mercado de trabalho como competidoras dos homens, deixando os filhos a merce de bandidos que os jogam na marginalização. Que as mulheres não nasceram para competir no mercado de trabalho com os homens e sim educar os filhos. Que as mulheres foram enganadas com promessas de igualdade com os homens, quando na verdade foram transformadas em escravas brancas para o mercado econômico. Que o grande mérito da mulher é conceber e educar seus filhos. Minha nossa, eu fico pensando em como existem pessoas equivocadas e por demais simplistas, no entendimento dos mecanismos que ordenam os problemas sociais como um todo e a resposta comportamental de cada individual a tudo isto (depressão, drogadição, violência, etc..). Será que toda esta fala é por inocência mesmo, ou é falta de uma informação mais ampla? Acontece que essas pessoas cujo a fala alta, revelam seus pensamentos e se sentem diferenciadas por acreditarem estar no caminho da verdade, são as mesmas que creem que a bíblia, o alcorão sejam livros de revelações e que tem a resposta para todas as suas duvidas e problemas do mundo. Ora, o mundo é tão duvidoso quanto a certeza dos fundamentalistas, dos crentes, dos ateus.
O que você acha de ficar ouvindo alguém do seu lado dizendo, que a grande culpada pela inserção dos jovens no mundo das drogas é a falta de estrutura familiar e que esta desestruturação só aconteceu, quando as mulheres foram aceitas no mercado de trabalho como competidoras dos homens, deixando os filhos a merce de bandidos que os jogam na marginalização. Que as mulheres não nasceram para competir no mercado de trabalho com os homens e sim educar os filhos. Que as mulheres foram enganadas com promessas de igualdade com os homens, quando na verdade foram transformadas em escravas brancas para o mercado econômico. Que o grande mérito da mulher é conceber e educar seus filhos. Minha nossa, eu fico pensando em como existem pessoas equivocadas e por demais simplistas, no entendimento dos mecanismos que ordenam os problemas sociais como um todo e a resposta comportamental de cada individual a tudo isto (depressão, drogadição, violência, etc..). Será que toda esta fala é por inocência mesmo, ou é falta de uma informação mais ampla? Acontece que essas pessoas cujo a fala alta, revelam seus pensamentos e se sentem diferenciadas por acreditarem estar no caminho da verdade, são as mesmas que creem que a bíblia, o alcorão sejam livros de revelações e que tem a resposta para todas as suas duvidas e problemas do mundo. Ora, o mundo é tão duvidoso quanto a certeza dos fundamentalistas, dos crentes, dos ateus.
DOENÇAS E SINTOMAS
FEBRE CHICUNGUNHA
A febre chicungunha é uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus CHIKV foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o estado do Amapá.
O certo é que o chicungunha está migrando e chegou às Américas. No Brasil, a preocupação é que o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País. Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em no máximo sete dias a contar do momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir o CHIKV para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.
Sintomas
Embora os vírus da febre chicungunha e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes.
Na fase aguda da chicungunha, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois que a febre vai embora.
Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.
Diagnóstico
O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional.
Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde.
Tratamento
Na fase aguda, o tratamento contra a febre chicungunha é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação.
Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia.
Prevenção
Não existe vacina contra febre chicungunha. Na verdade, a prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença
Observação importante:
No Brasil, os primeiros casos registrados da febre chicungunha indicavam que os pacientes tinham sido infectados no exterior, num dos 40 países por onde o vírus circula faz tempo. Naquele momento, os episódios foram controlados, mas o risco de transmissão do vírus CHIKV em território nacional não foi afastado.
Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, até 15 de novembro de 2014, foram registrados 1.364 novos casos da doença. Mesmo assim, o Ministério garante que não há motivo para alarme, uma vez que nossos serviços de saúde e de vigilância sanitária estão atentos. Os casos confirmados no Brasil foram notificados para a Organização Mundial da Saúde (OMS). Na mesma linha de conduta, médicos, laboratórios e as secretarias municipais e estaduais de saúde estão recebendo orientação sob a melhor forma de agir diante da nova doença.
Saúde pública ou saúde coletiva?
Sanitarista analisa as expressões e avalia que refletem diferentes projetos e compromissos
Jairnilson e o alerta para não se continuar produzindo uma saúde pública do Norte: “Vamos conservar mudando e mudando para con
Saúde pública e saúde coletiva são expressões frequentemente usadas como sinônimos. Para o professor Jairnilson Paim, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), existem diferenças conceituais entre elas, que refletem movimentos históricos e processos de luta. Os termos e as ideologias presentes nas suas origens foram o tema da aula inaugural da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), ministrada pelo pesquisador. Em sua palestra, realizada no dia 26 de março, Jairnilson traçou um histórico da conformação da saúde coletiva no país, expressão relacionada ao campo científico e à atuação prática de um movimento que nasceu com a Reforma Sanitária brasileira. “As palavras não são inocentes. Não é apenas uma questão de nomes”, considerou. A expressão predominante, apontou, é saúde pública. “Defendo que o problema não está nos nomes, mas nos valores, nos projetos distintos e nos compromissos sociais”, explicou. O próprio nome da Escola Nacional de Saúde Pública, é, segundo Jairnilson, a síntese dialética das relações entre as duas expressões analisadas. “Esta escola tem tradição de 60 anos, como escola de saúde pública, mas Sergio Arouca é um dos mais importantes — senão o mais importante — pensadores e fundadores disso que se chama saúde coletiva, no Brasil e na América latina”, observou. “A designação de escola nacional de saúde pública, mostra a pluralidade do nosso campo ou espaço social e também algumas das tensões”, disse, considerando que “falar do tema dentro da própria Ensp é uma ousadia, ou até mesmo uma imprudência”. Segundo Jairnilson, é possível recuperar e identificar as ideologias por trás não só desses termos, como de outros como medicina coletiva, medicina familiar, comunitária etc. ‘No início era a crítica’ “Se há uma marca muito precisa da saúde coletiva é a crítica. No início, era a crítica. Crítica à saúde pública institucionalizada”, analisou. “No Brasil, como nós construímos esse processo no âmbito da ditadura, o termo saúde pública, relacionado à maneira verticalizada com que a saúde era cuidada, buscava separar as ações de caráter coletivo daquelas de caráter individual, assistencial, curativo, etc”, explicou. Jairnilson destacou o legado de sanitaristas clássicos como Carlos Gentile de Melo (Radis 131) e Cecilia Donnangelo (Radis 139) e ressaltou que, embora autores anteriores tenham contribuído para a Reforma Sanitária e a conformação da saúde coletiva como campo, o trabalho de Sergio Arouca (Radis 133) repercute de maneira decisiva no país e é considerado um marco da crítica no continente latino-americano. Em seu estudo O dilema preventivista, um dos clássicos do campo da saúde, destacou, Arouca mostra como um conjunto de ideias que teve origem nos Estados Unidos nos anos 40 se difunde na Europa e posteriormente na América Latina, e inicialmente promove uma modernização no ensino médico. “A medicina preventiva funcionava como uma espécie de partido da nova atitude que tentava inculcar nos estudantes e nos professores uma visão preventivista e social, para que um dia se modificassem os serviços e sistemas de saúde e quiçá a sociedade”, relatou Jairnilson. “Como dizia Arouca, eram profetas de um vir a ser”, acrescenta, lembrando que uma das formas de enfrentar o dilema era ir além da prática ideológica, e chegar a “prática teórica”, no sentido de produção de um pensamento crítico, que ajudasse a chegar a uma prática política de mudança das relações de poder. “A saúde coletiva vai questionar, ainda que sem seu nome estar cunhado, aquelas ciências sociais, que chamávamos de funcionalistas, o planejamento autoritário e uma epidemiologia que não levava em conta a questão social, as relações entre saúde e doença e os processos de organização da sociedade”. Inicialmente, observou ainda, o campo da Saúde Coletiva se estabelece nas pós-graduações — embora englobe diferentes tipos de saberes que não só o científico e acadêmico, como ressaltou —, e vai se dando um movimento de ampliação do stricto sensu para o lato sensu. Mais recentemente, também considerada uma “ousadia dos brasileiros”, a criação da graduação em Saúde Coletiva viria confirmar o crescimento do campo. Momentos históricos Jairnilson relembrou que a conjuntura política nacional pós-1974 possibilitou maior desenvolvimento da epidemiologia e dos e estudos populacionais e destacou a participação social, mesmo em tempos de ditadura. “Vários movimentos de trabalhadores, estudantes, donas de casa, mulheres, periferias, partidos — clandestinos à época —, passaram a considerar como prioridade a democracia, e no bojo dessa questão se defendia a democratização da saúde”, ressaltou. Um momento histórico importante, destacou Jairnilson, foi o 1º Encontro Nacional das Pós-Graduações em Saúde Coletiva, em 1978, na Bahia, que resultou na criação da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), no ano seguinte. Ali se reuniram os seis programas de pós- graduação então em vigor. “Por que esse evento não teve saúde pública no nome? Por que não medicina preventiva, saúde comunitária ou medicina social?”, indagou, para em seguida responder: “Talvez porque aquele encontro pretendesse produzir algo novo, crítico e alternativo, realmente contra-hegemônico e orgânico a um projeto de reforma social”. Ele lembrou ainda que as primeiras edições da revista da Abrasco também contribuíram para o desenvolvimento teórico-conceitual da Saúde Coletiva, e que a fundação do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), assim como o Projeto Montes Claros (PMC) — modelo de extensão de serviços básicos de saúde, desenvolvido na cidade mineira, em meados da década de 1970 —, foram desdobramentos teóricos e políticos do conceito de saúde coletiva, com reflexos na reorganização do sistema de saúde. Pessoas como bichos “Para onde estamos caminhando como produção científica e como área de prática e atividade profissional?”, indagou Jairnilson, ainda. Para tentar responder, ele expôs preocupações quanto aos rumos que vem tomando a saúde coletiva. “Percebemos atualmente alguns indícios de restauração da saúde pública convencional, que me preocupam, indícios que não têm muito a ver com a herança emancipatória da saúde coletiva”. Algumas intervenções e medidas governamentais nos últimos anos, na visão de Jairnilson, parecem enfatizar a saúde pública, no sentido da saúde institucionalizada e verticalizada. Ele considerou “discutíveis e autoritárias” iniciativas como como a Proposta de Emenda Constitucional 33, de 2002, que tratou da criação de uma agência para controle de doenças — a Agência Federal de Prevenção e Controle de Doenças (Apec). O projeto, relembrou, sofreu crítica severa da Abrasco e de toda a militância da Saúde, e não foi aprovado. Mas, depois disso, desde 2006, ao menos três projetos de lei de emergência sanitária foram propostos. “Tratam pessoas como se fossem bichos, ou micróbios”, criticou. Outro indício do enfraquecimento do conceito de saúde coletiva apontado pelo sanitarista é a segmentação desse campo, sua especialização em áreas de concentração, “para atender aos requisitos da Capes”. Algumas vezes, apontou Jairnilson, as próprias disciplinas dos cursos oferecidos, bem como departamentos e espaços de pesquisa desenvolvem-se “à imagem e semelhança dos programas especiais e verticais” do Ministério da Saúde. “É o programa da saúde da mulher, da saúde da criança... e as universidades vão macaqueando o que é definido em Brasília, perdendo completamente as perspectivas mais horizontais, mais integrais, e o esforço para a interdisciplinaridade ou a transdisciplinaridade”. O professor trouxe também os resultados de sua pesquisa que teve o discurso sobre Saúde Coletiva como objeto. A investigação foi realizada com base em entrevistas com 26 nomes fundadores do campo e na análise de textos por eles produzidos. O objetivo foi examinar se ainda hoje persiste, “pelo menos na cabeça dos fundadores e construtores” a suposta organicidade entre a Saúde Coletiva [como campo do conhecimento] e a Saúde [coletiva ou pública, como área da prática política contemporânea]. “Será que esse projeto ainda é de dupla face — campo acadêmico e transformação social? Como esses fundadores do campo ou do espaço social da Saúde Coletiva veem a Reforma Sanitária Brasileira?”. Caleidoscópio de olhares Como resultados, foram observados três tipos de discurso: apologético, operacional e crítico. Lendo trechos das entrevistas realizadas, sem citar seus autores, Jairnilson deu exemplos de como o discurso apologético afirma a Saúde Coletiva em sua relação orgânica com a Reforma Sanitária e em prática ainda nos dias de hoje. Já o discurso operacional utiliza os termos saúde pública e coletiva indiscriminadamente, não vendo a diferenciação como importante no âmbito da organização do serviço. E, por fim, o discurso crítico revela receio de que a discussão e as implicações políticas da produção teórica tenham ficado restritas ao circuito acadêmico. “Uma chatice”, como afirmou um dos entrevistados. Discutindo os resultados, Jairnilson observou um “caleidoscópio de olhares”. “Alguns defendem a necessidade de novas utopias, mas apenas dois enxergaram organicidade entre Saúde Coletiva e Reforma Sanitária. Apesar da produção intelectual de muitos desses entrevistados, eles, geralmente, pensam a Reforma de maneira minimalista, setorial, restrita ao SUS”, analisou. Segundo o pesquisador, a partir do exame do material, têm-se indícios de que se estaria desenvolvendo uma “ciência da ordem, que parece perder a alma transgressora das origens”. Para Jairnilson, a Saúde Coletiva se encontra em uma encruzilhada. “Será que vamos reproduzir ad infinitum uma saúde pública do Norte? Vamos conservar mudando e mudando para conservar? Estamos em uma perspectiva de restaurar aquela saúde pública que a medicina preventiva tanto criticava? Faz parte da nossa história, e é um dos nossos desafios construir negando e negar construindo”. Autor: Elisa Batalha
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Vivência
Ola pessoal !
Quero conversar um pouco a respeito do meu calvário que teve início em novembro de 2014, dia 22/11/2014 relato para minha esposa que preciso consultar um oftalmo pois esta difícil para ler. Dia 24/11/2014 realizo meu plantão noturno ( sou técnico de enfermagem no Samu) tive muita dificuldade com as luzes eram muito forte e brilhantes ao ir para casa dificuldade para dirigir e uma irritação sem causa aparente.
No dia 25/11/2014 tive uma perda brusca da visão , me desloco ate a emergência do HBO , eram exames e mais exames ,dilata pupila , sala escura , novo colirio , falo para minha esposa " algo deu errado consuulta com oftalmo é coisa rápida".A médica chama e da o diagnóstico " o senhor esta com papiledema bilateral'' , questiono , o que é isto ? Ela responde é só um inchaço no cérebro , eu digo só.
Ao neurologista com urgência dizia o encaminhamento, me desloco até o HED , na emergência a enfermeira questiona , "que doença e esta? " eu respondo "cérebro inchado" na verdade só repeti o que a médica disse , pois não fazia ideia do que se passava comigo.
Meu nome é Leonardo sou residente da neurocirurgia e irei te acompanhar na tua internação . Fico asssustado , internação? como ? O que esta acontecendo ? Extremamente técnico o residente me explica que meu caso é grave , estou com edema cerebral , hipertenção intra craniana , pseudo tumor.
Muita informação para digerir em tão pouco tempo , diz ele para a enfermeira NPO absoluto , vai realizar exames com contraste e punção lombar.
26/11/2014 chega os resultados , resssonância cerebral alterada, liquor com pressão de 380 ( normal e 160) , início de quimioterapia , topiromato , corticoides , diamox. Não a fixa não caiu , a cefáleia vem ser minha companheira diária , associada ao vômito e a falta de visão.
Não a de ser nada os colegas falam, minha esposa chora quando questionada sobre histórico de câncer na minha familia.
Foram 48 dias de internação , natal , reveion,todas em um leito de hospital, ao todo ( até março) 77 dias intenado , 22 punção lombar , 08 ressonância ,derivação lombo peritonial , 05 sessão de quimioterapia com todos os seus efeitos adversos.
Hoje com 18 kg a menos , sem visão periférica e dificuldade de enxergar relato um pouco da minha trajetória .
Hoje participo de grupos que divulaga a Hipertenção Intra Craniana Idiopática , tão desconhecida e grave.
Deixo um link com informação da HICI.
http://www.centrodeneurocirurgia.com.br/artigos.php?id=9
www.facebook.com/hipertensaointracranianaidiopatica
Quero conversar um pouco a respeito do meu calvário que teve início em novembro de 2014, dia 22/11/2014 relato para minha esposa que preciso consultar um oftalmo pois esta difícil para ler. Dia 24/11/2014 realizo meu plantão noturno ( sou técnico de enfermagem no Samu) tive muita dificuldade com as luzes eram muito forte e brilhantes ao ir para casa dificuldade para dirigir e uma irritação sem causa aparente.
No dia 25/11/2014 tive uma perda brusca da visão , me desloco ate a emergência do HBO , eram exames e mais exames ,dilata pupila , sala escura , novo colirio , falo para minha esposa " algo deu errado consuulta com oftalmo é coisa rápida".A médica chama e da o diagnóstico " o senhor esta com papiledema bilateral'' , questiono , o que é isto ? Ela responde é só um inchaço no cérebro , eu digo só.
Ao neurologista com urgência dizia o encaminhamento, me desloco até o HED , na emergência a enfermeira questiona , "que doença e esta? " eu respondo "cérebro inchado" na verdade só repeti o que a médica disse , pois não fazia ideia do que se passava comigo.
Meu nome é Leonardo sou residente da neurocirurgia e irei te acompanhar na tua internação . Fico asssustado , internação? como ? O que esta acontecendo ? Extremamente técnico o residente me explica que meu caso é grave , estou com edema cerebral , hipertenção intra craniana , pseudo tumor.
Muita informação para digerir em tão pouco tempo , diz ele para a enfermeira NPO absoluto , vai realizar exames com contraste e punção lombar.
26/11/2014 chega os resultados , resssonância cerebral alterada, liquor com pressão de 380 ( normal e 160) , início de quimioterapia , topiromato , corticoides , diamox. Não a fixa não caiu , a cefáleia vem ser minha companheira diária , associada ao vômito e a falta de visão.
Não a de ser nada os colegas falam, minha esposa chora quando questionada sobre histórico de câncer na minha familia.
Foram 48 dias de internação , natal , reveion,todas em um leito de hospital, ao todo ( até março) 77 dias intenado , 22 punção lombar , 08 ressonância ,derivação lombo peritonial , 05 sessão de quimioterapia com todos os seus efeitos adversos.
Hoje com 18 kg a menos , sem visão periférica e dificuldade de enxergar relato um pouco da minha trajetória .
Hoje participo de grupos que divulaga a Hipertenção Intra Craniana Idiopática , tão desconhecida e grave.
Deixo um link com informação da HICI.
http://www.centrodeneurocirurgia.com.br/artigos.php?id=9
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